sexta-feira, 1 de julho de 2011

Da temporalidade

poema publicado no blogue Trem da Lira, da minha amiga Cris de Souza, por ocasião de seu Sarau Festivo em homenagem ao aniversário do poeta e artista plástico Marcantonio Costa.

pescador de palavras
o poeta cultiva silêncios
domina o idioma visceral dos interiores
conhece os rios que navegam sistemas límbicos
e sabe da água, que sempre corre a-mar
mas volta lacrimosa chuva
nesta azul temporária vida

(Celso Mendes)

16 comentários:

marlene edir severino disse...

Celso,

E para ouvir e cultivar silêncios, o poeta precisa calar,
ir em direção a outro tempo, lugar
e assim tentar entender para poder interpretar a linguagem do silêncio.

Abraço, querido amigo!

líria porto disse...

o silêncio tem voz - e é esta voz que nos faz falar... besos

(aprecio a tua delicadeza)

Luiza Maciel Nogueira disse...

lindo poema para uma GRANDE pessoa!

Beijos

Milene R. F. S. disse...

Lindo e delicado Celso... gostei muito, beijos.

Cris de Souza disse...

o mago merece todas as homenagens desse mundo- imenso poeta e ser-humano.

beijo, doutor da lira!

Lídia Borges disse...

Os silêncios do poeta são a forma de amadurecer
os frutos que virão, a seu tempo, sob a forma de poema deliciar quem os lê, quem os vive.

Um beijo

Prosas e Versos - AndreaCristina Lopes disse...

O poeta é um pescador de palavras, um inventor de sonhos, domador de ilusões... o poeta mascara a dor, muda de cor, para despista a dor, que vive em seu coração... Celso, um beijo amigo. Lindo teu poema.

« Katyuscia Carvalho » disse...

"Domar" o idioma interior é arte, que sabe que por vezes, transfigura o poeta no próprio cavalgar, sem rédeas...

Imenso abraço, Celso.

dade amorim disse...

Os poetas sabem muito mais do que os mestres ensinam.

Abraço, Celso.

Catia Bosso disse...

Adoro as poesias que falam de poetas, e a sua fala muito bem deles.... bjs

Fred Caju disse...

Uma belíssima contribuição ao sarau da Cris!

Jorge Pimenta disse...

caro amigo,
já [te/o] havia lido na tertúlia inesquecível promovida pela maquinista poética mais impactante de toda a blogosfera. do ramalhete aí deposto, esse teu olhar sobre águas e rios de [in]temporalidade emergia como botão de rosa que não abre resgatando o elixir do eterno encantamento sobre pétalas verbais. brilhante. no mínimo!
um forte abraço!

Daniela Delias disse...

Lindo lá e aqui...bjos!

MARILENE disse...

É tudo que você faz... e encantadoramente.

Abços

OceanoAzul.Sonhos disse...

E em silêncio, o poeta interioriza sentimentos e transforma-os em palavras que tocam o leitor em toda a sua intensidade. Obrigada poeta!

bj
oa.s

rauau disse...

bonito... abraço, amigo Celso!