segunda-feira, 21 de março de 2011

Iluminado


onde a voz alcança
e o dedo aponta
sangro esta palavra
em riste, como lança
em peito sem escudo
como pedra em água cristalina
como fogo
como o silêncio de noites sem duendes
ruído de dias enluarados
auroras de crianças a brincar

onde se perde o grito
calo
e contemplativo
escuto
o ruflar do universo
pulsando infinitos

(Celso Mendes)

11 comentários:

Prosas e Versos - AndreaCristina Lopes disse...

Há momentos em que apenas contemplar diz tanto quanto gritar.
Há momentos em que nosso contemplar se une ao infinito e nossos pensamentos se tornam gostas de estrelas
a iluminar a mente dos que sorvem do céu
e dele extraem poema.

Um lindo dia poeta! Bjus!

DeahCristina.

Sandra disse...

Há silêncios que dizem tanto...

Lídia Borges disse...

"Sangrar a palavra" habitar o silêncio que o poema acolhe e acarinha.

Muito bonito!

Um beijo

NDORETTO disse...

Vim ler sua poesia, doutor, e agradecer sua visita e comentário. Lisonjeada pela sua presença!

Abraço
Neusa

CARLA STOPA disse...

PALAVRAS-IMPACTO...Infinitamente palavras.Abraço meu amigo.

Ana F. disse...

abaixo os escudos!

adorei... bj

« Katyuscia Carvalho » disse...

:como quem é todo entrega:
e sente que tambor do universo também está no próprio peito!

Abraços, Celso.
.
.
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Katyuscia

Celso Mendes disse...

Feliz pela presença e comentários... Obrigado, gente!

carmen silvia presotto disse...

Celso, chego aqui e releio o poema, os versos falam de dor, falam do amor, gritam verdades, pede posição... impossível, seguirmos inferentes a eles, por isso deixo aqui meu rastro.

Um beijo e bom estar aqui compartilhando e encontrando Lara, Katyuscia e tantas outras mãos que versam e escrevem, escrevem, escrevem... carinho.

Carmen Silvia Presotto

Milene Souto disse...

O Silêncio que nos faz escutar o pulsar do universo...Lindo!Adorei, beijos.

marlene edir severino disse...

..."contemplativo
escuto
o ruflar do universo
pulsando infinitos."

No silêncio ouvimos o universo todo pulsando dentro de nós...

Belo teu poema,Celso!

Um beijo

Marlene