quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Flores de Baco


mostra-me o convexo de tua mente doentia
espreitando o supremo sumo do corte por onde vazam
desejos
códigos de morte
e vida latente aprisionada em masmorras

abdica da faca e dessa pétala venenosa
deixa escorregar esta frase entre teus dentes cerrados
morde estas palavras vis e cospe teu fel
[adocicado com sangue e vinho
sobre a terra que cavaste

o raso da cova é onde se acomodam as emoções mais baratas
em cima das quais nasceriam flores de Baco

mas a natureza é simples demais para entender
por que as flores se importariam?

(Celso Mendes)

5 comentários:

Vania Staggemeier disse...

Olá poeta!
Eu tbm não sei se as flores se importariam. Mas posso dizer que seus versos são plenos e um poema digno de muitos aplausos. bjs

Celso Mendes disse...

VÂnia, minha querida amiga e poetisa, muito feliz com sua visita e suas palavras...

Beijo!

Colecionadora de Silêncios disse...

Nossa! A sua poesia tem vida própria. É início e fim da minha admiração. :)

Lindos versos!
Beijos

Jota Brasil disse...

Evoé Baco hehehehehe
Grande poeta...

Celso Mendes disse...

Obrigado Patrícia, feliz por sua visita.

Jota, grande Jota: abração!