sábado, 27 de novembro de 2010

Úmido


água de palavra esquecida no coração
lacrimada da mente
presa nos olhos
refletida em madeira mofada
endurada na pedra
vertida em sangue e seiva
tragada do mundo
(bebedouro vitalício do bem e do mal)

hoje decidi silenciar corredeiras
e mimar dois pingos na palma da mão

é triste ver a água chorar

(Celso Mendes)

2 comentários:

Lara Amaral disse...

Umidade para a ressequidão que por vezes trinca a alma.

Lindo e sensível poema!

Beijo.

Celso Mendes disse...

Lara, fico muito contente com seu comentário. É um poema mais sensitivo do que lógico, então é muito legal saber que atingiu seu objetivo.

Beijo.