sábado, 6 de novembro de 2010

Ruptura


olhares disformes
em cenas sem cor
desenham futuros do pretérito
e presentes incongruentes

uma esperança de pedra
um caminho, nenhum rumo
o rastro
delírios permanentes

no fio da faca, a pele e o corte
da luz na retina, só sombra
do pacto, o impacto
de reviver
esta velha
e solitária
comunhão

(Celso Mendes)

2 comentários:

Lara Amaral disse...

Tudo o que poderia ter sido nos deixa incongruentes e alimenta a poesia dos "se".

Demais o seu poema, amei!

Celso Mendes disse...

Obrigado, Lara! Fico realmente feliz por ter gostado. Esse poema já fiz há um tempinho e estava "cozinhando" para postá-lo.

Beijos!