quarta-feira, 30 de julho de 2014

Precisão


é preciso o toque
e o que navego são teus rios
vãos
tuas águas turvas e tua pureza mais crua

é preciso o olhar
a atingir toda minha profundeza
na superfície mais leve
da luz

é preciso o som
teu canto e minha música
um sopro
certeiro
esta voz que me preenche

é preciso este amor
que arde, urge, cala
letal
impreciso
final

(Celso Mendes)

5 comentários:

MPadilha (Me Morte) disse...

perfeito!

cirandeira disse...

E o rio segue o seu curso independente dos nossos braços,
que nem sempre conseguem
acompanhá-lo...!

Beijos

Ricardo Mainieri disse...

Um poema belamente construído. Sem excessos, com uma sutil trama melódica e beleza de imagens. Parabéns, Celso. Abração. Ricardo Mainieri

Dolce Vita disse...

Pura maestria! Beijos

Dolce Vita disse...

Pura maestria! Beijos