sábado, 12 de novembro de 2011

Sobre voos e ubiquidades

no voo do pássaro
a pseudoubiquidade do peso
sopra-me
os olhos
alados
como chumbo
enquanto
permaneço
chão
no azul
e me avenho
com o vento

(Celso Mendes)

18 comentários:

marlene edir severino disse...

Celso,

Importa é o voo de dentro
planado
ajustado com o vento!

Um beijo pra ti, amigo!

MIRZE disse...

CELSO!

Tudo nesse voo é ubíquo em leveza.

Até o "chumbo", pois eram alados os olhos.

O vento me levou com o poema!

Lindo demais!

Beijos

Mirze

Luna Sanchez disse...

Eu gosto de brincar de ser onipresente, sabe, Celso? É algo que me diverte e me prova, sempre ao final, o quanto é interessante e rica de possibilidades a minha condição de mera mortal.

Beijos, achei lindo, sempre gosto do que tu deixar verter aqui.

Adriana Karnal disse...

Celso
levei tempo pra aprender a palavra ubiquidade...e a danada coube na poesia! bonito.

Daniela Delias disse...

Bonito demais...pensei o mesmo que a Adriana rs!

Jorge Pimenta disse...

ai, este chão que perde os passos para poder ganhar os céus. e num relance, percebe que ambos se perderam, já...
um abraço imenso, poeta-amigo!

Luiza Maciel Nogueira disse...

um voo que como o vento, não tem amarras para se ir :)

beijos

Lídia Borges disse...

É um voo difícil este em que os passos se perdem das asas e o vento é apenas ele próprio.

Um beijo

PS: Grata pelas palavras deixados no "searas de versos"

manuela barroso disse...

...e as palavras ficaram com a leveza do voo de pássaro!
Encantadores os seus caminhos poéticos, com imagens contorcendo-se no pensamento...
Bom fim e semana
Abraço

Dolce Vita disse...

Tua poesia tem uma beleza e uma força de imagem impressionantes.

Bom demais ler-te!

Beijos

Roberta disse...

Celso, cada vez melhor. "A pseudoubiquidade do peso sopra-me os olhos alados como chumbo". O final é desconcertante; como se de maneira imprevista o vento fizesse uma saia voar. Mas é chão que se quer no azul. Frustração que alumbra. É uma inveja bonita a do voo; pra se vingar às avessas você generosamente a transforma em poema. Acredito que os pássaros virão te agradecer. Eu é quem digo: que aula! que prazer te ler! :) Beijo!

Cris de Souza disse...

levou-me no bico!

beijo, poeta pra lá de querido*

Sandrio cândido. disse...

"Enquanto permaneço chão..."

Apesar de eu cultivar a busca pela transcendência celso, isto me toca pois acredito que é na terra que podemos fazer algo, somente na terra...
abraços

OceanoAzul.Sonhos disse...

Que este voo do pássaro, permita um elevar no azul deixando planar ao vento, todo um sentir que escreves em palavras e que nos toca... muito.

beijo
oa.s

francys disse...

Olá Celso, venho agradecer sua visita no meu cantinho novo. E concordo com você sobre "sobre um ponto de referencia para quem gosta de vida inteligente na internet". Espero que todos os leitores da revista gostem do conteúdo que ela terá.

Ricardo Mainieri disse...

O mito de Ícaro, de certa forma, reverberá ainda em nós. A possibilidade de lançar-se além do cotidiano e vê-lo de cima, como um espectador da vida.
Poema que nos fala e leva á reflexão.

Abraço.


Ricardo Mainieri

Tiago do Valle disse...

Eu me senti voando com os seus versos, Celso.

Menina no Sotão disse...

Agora como faço eu para voltar ao chão?

bacio