quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Resposta

a meu filho Luís Paulo

estou passando
deixo rastros
odores
sabores
mas, e as flores?

estou partindo
mergulho no vento
o que já fui
não sou
ficou
mas, e as dores?

estou chegando
novamente deslizo
em ondas do tempo
equilibrando-me
sob chuvas
luas
e sóis
mas, e o porquê?

não paro

se voo
nado
ou caminho
pressa
não cabe

só continuo

alguém ainda me espera

(Celso Mendes)

24 comentários:

Celso Mendes disse...

Em homenagem aos quatorze anos de vida de meu filho, republico um poema que havia lhe dedicado há cerca de 3 anos atrás. E continuo.

Peço desculpas aos amigos pela ausência ultimamente, mas tenho tido que continuar a todo vapor, sem muito tempo para net...

« Katyuscia Carvalho » disse...

::Um filho! Aqui, dedicas arte a uma obra da própria-prima matéria!::

Parabéns a ele, e ao pai.

Abraços.

OceanoAzul.Sonhos disse...

Celso, que linda homengem.Parabéns!
Palavras ditadas por um coração que pulsa de amor por tudo aquilo que um filho representa.

Um forte abraço
oa.s

Wania Victoria disse...

Celso

É tão bom saber que existe um filho a nos esperar...


Linda homenagem de amor entre pai e filho! Parabéns aos dois!


Bj grande, meu amigo!

Luna Sanchez disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Luna Sanchez disse...

Nem todos os rastros têm flores, nem todas as partidas têm dores, nem todas as chegadas têm porquês. Importante é o caminhar, sempre.

Parabéns pro teu filho.

Beijo, Celso.

marlene edir severino disse...

Celso,

E pelos filhos,
vale equilibrar-se sob chuvas, luas e sóis,
sabemos bem disso, amigo!

Bela homenagem!


Abraço!

Jarbas G. Siebiger disse...

Um grande aos dois. Ao filho, pelo aniversário; ao pai, pela obra, no amplo sentido.

Roberta disse...

Celso, nós estamos sempre em processo e tão cheios de mistérios e questionamentos. Um filho, dos rastros mais belos: a flor e o porquê. Também a dor: pertencer. E o adeus. Guardo comigo como coisa querida que se aprende: "se voo/nado/ou caminho/pressa/não cabe". Abraço!

Ana F. disse...

lindo, Celso!

abraço

Suzana Martins disse...

Belíssima homenagem, meu querido. Tenho certeza que o seu filho está radiante com belas e perfeitas palavras.

Há sempre uma chegada que passa sem pressa a espera!!

Beijos querido!!

Parabéns

Sandrio cândido. disse...

Celso. Os porques que compoem o seu poema nos transporta,gostei muito do seu poema
abraços

Lua Nova disse...

Todas as perguntas se calam, todas as dúvidas se desvanecem e a vida encontra um sentido quando olhamos nos olhos de um filho.
...e continuamos porque alguém ainda nos espera...

Parabéns ao Luís Paulo, virginiano (maravilhosas pessoas... 16/09 sou eu...rsrrsrs) e parabéns a vc como pai.
Ao magnífico poeta que vc é, minhas reverências.
Beijokas.

Sandra Portugal disse...

Parabéns, muito bonito o texto!
Sandra
http://projetandopessoas.blogspot.com//

Parole disse...

Seu poema é imenso, Celso!!!

Deve ser maravilhosa a sensação de ter sempre alguém nos esperando...

Vai lá dar um beijo no filho querido.

Parabéns aos dois.

Beijo

Daniela Delias disse...

Belíssimo!!!
Um beijão, doce amigo!

Assis Freitas disse...

"existirmos: a que será que se destina",


abraço

Lídia Borges disse...

E por eles se tornam firmes os nossos passos, fortes as nossas vontades e certos os nossos voos...

Lindo!

Um beijo

Ricardo Mainieri disse...

Celso, antes de mais nada, obrigado pelas constantes visitas ao meu blog. Minhas postagens andavam meio solitárias por lá...(rs)
Este teu poema paterno me lembrou Drummond, principalmente pelo recurso da pergunta ao final. Curiosamente, o poema que recordo, "Consolo na praia", trata de outro tema, as similitudes que posso ver são o tom confesional e no recurso de estilo.
É ótimo quando nossos filhos nos dão alegrias e que podemos brindá-los com nosso sentimento vertido em poesia.
Uma sugestão poética, então. Quem sabe tu consigas um artista plástico ou ilustrador para criar uma arte-final para o poema e, depois de pronto o encaixe visual e poético, enquadre-o e dê de presente a teu filho. Quem sabe desperte mais um poeta para confrontar este mundo de executivos & executáveis.

Abração.

Ricardo Mainieri

Jorge Pimenta disse...

querido amigo celso,
que texto incrível! momento único este: sabermos que demos vida, mesmo que, a espaços, a não compreendamos em toda a sua plenitude. mas é justamente essa contradição que nos ensina o valor da viagem, estimulando cada poro, cada músculo, cada gota de sangue a continuar. afinal, do outro lado do carril, há sempre alguém que nos espera.
um forte abraço para ti e votos de felicidades para pai e filho!

Luiza Maciel Nogueira disse...

com certeza Celso, tem uma multidão que te espera e ao mesmo tempo te habita :), poema maravilhoso!

beijo

manuela barroso disse...

Correndo, voando, caminhando...tudo formas de chegar.
Poema intenso, belo. Como os filhos.
Abraço

Tiago do Valle disse...

Suas combinações de palavras são imbatíveis e únicas!

Maria do Carmo Antunes disse...

Queria ter um pai assim!