terça-feira, 23 de agosto de 2011

Motivo algum?


como agarrar as capas transparentes da brisa
não fora o vão?
como flutuar nas noites em descaminho
não fora a luz?
por que, afinal, transito entre a matéria e o nada
não fora o espaço?

(Celso Mendes)

19 comentários:

Suzana Martins disse...

como transparecer em palavras num sonho de versos???

Lindo lindo e lindo!!

Beijos

Assis Freitas disse...

transitar, transitório, etéreo: eis o canto,

abraço

Luna Sanchez disse...

E não é?

Como diria Guimarães Rosa, "felicidade se acha é em horinhas de descuido."

;)

Um beijo, Celso.

Leonardo B. disse...

[o que permanece do efémero momento transformar-se, transita em forma de eternidade]

um imenso abraço,

Leonardo B.

manuela barroso disse...

Flutuar no espaço do nada de que também é feita a matéria,
transitando no tempo feito de Luz e Vazio...será um voo possível...
Uma "brisa" fantástica!
Bji, Celso!

marlene edir severino disse...

Celso,

O que permanece em mim de cada instante?
Tudo tão transitório...

Etéreas são tuas palavras,
num belo poema!

Abraço, amigo!

Marlene

Sandrio cândido. disse...

Perguntas inquietantes celso
abraços

Marceli Andresa Becker disse...

Este poema é filosófico, aporético; o 'não' aqui aparece como um 'descartar' aquilo que a linguagem tenta, mas não consegue nomear...
Não sei se compreendi corretamente. Mas me dá essa impressão...

Mar <3

Celso Mendes disse...

Sim, Mar, é isso mesmo. Do que se sente mas não consegue se definir, do que se fala mas não consegue se traduzir, da dúvida que já tem a resposta que a palavra não consegue contar. Gosto de escrever sensações, às vezes, se é que isso é possível. Decifre quem quiser, sinta quem puder.

Feliz pela leitura de todos. Afinal, um público seleto.

abraços coletivos!

Lídia Borges disse...

Na fugacidade dos instantes se grava um certo permanecer.

Muito bonito!

Dolce Vita disse...

Indagações que só a beleza do olhar poético alcança.

Ler-te é sempre bom demais!

Beijos, meu amigo

Batom e poesias disse...

Trasito por aí também...
Gostei muito, Celso.

bjs
Rossana

Jorge Pimenta disse...

gravitando em pequenos nadas permanecemos quase matéria, matéria, além da matéria.
sinto-me assim, outonal, de passagem, uma quase alguma coisa...
um abraço, poeta amigo!

Daniela Delias disse...

Tudo aqui parece mesmo sensação, aquela coisa toda que é anterior a palavra. E tu traz isso de um jeito tão bonito...
Bjo, amigo.

Geraldo de Barros disse...

muito bom, Celso

um grande abraço,
Geraldo.

Beta disse...

etérea é a consistência do poema que tenta materializar sua impossibilidade de enunciação: abre-se para quintessências. sentir e apontar para o que se diz com desvio, silêncio, entrelinha. muito bom!

« Katyuscia Carvalho » disse...

Adoro a metafísica na poesia!
Parece que a linguagem transcende leis!!!

Maravilhoso poema.

Tiago do Valle disse...

Celso, sem palavras. Só posso aplaudir em pé, a sua veia poética. Abraço, cara!

Milene R. F. S. disse...

Sentir e transcrever o impalpável, muito bom Celso. Um beijo para vc e uma boa semana