segunda-feira, 4 de abril de 2011

Saber do voo


eu faço versos de voos
que nem sei voar
e me arremesso às rochas
onde o silêncio me compreende.

(Celso Mendes)

20 comentários:

Leonardo B. disse...

[nesse voo livre, onde toda a poesia se compreende]

um imenso abraço,

Leonardo B.

rauau disse...

belo... a poesia é quando nem sabemos que as rochas voam em silêncio e não compreendemos o que é voar...voamos
Abraço
RA

OceanoAzul.Sonhos disse...

O silêncio alcança o voo do poeta.
Abraço
OA.S

Suzana Martins disse...

E nos vôos silenciosos, abraço o vento que alcança o poeta!!!

Beijos lindo poeta e ótima semana!!^^

Cris de Souza disse...

o silêncio é estéreo!

Ricardo Mainieri disse...

Nós poetas temos este sonho de Ícaro, no mais profundo de nossa alma.
A própria poesia é uma espécie de voo sobre aquela humanidade que se coordena pelo índice Dow Jones e repete o modelo de vida que outros escolheram para ele...
A nos poetas, resta voar sobre estes dias iguais, sobre esta decadência de valores, sobre o naufrágio da solidariedade.
Mesmo que o chão nos receba sem aplausos...

Abs.

Ricardo mainieri

Daniela Delias disse...

É lindo quando um poema diz tanto, deixando na gente a doce sensação de tê-lo escrito. Lindo, Celso, lindo demais...

Bjos!

Kiro Menezes disse...

Rompes a barreira do minusculo
e és plural nas grandiosidades
Asas do tempo, voas
e desses desencantos - distoas!

CARLA STOPA disse...

Voos e silêncios e versos...Retrato de poeta.Meu abraço...

Fernand's disse...

o silêncio... um grande amigo.



bjsmeus

Parole disse...

Intrigante e belo. Pequenino e imenso. Um voo para além das palavras... que permanece mesmo quando acaba e por isso mesmo, genial.

Uma linda semana.Beijinhos

Celso Mendes disse...

Hoje eu trabalhei muito. Chego agora e vejo tantas palavras para os meus tão poucos versos. Como não ficar feliz.

Obrigado a todos...

Lídia Borges disse...

Uma imagem definidora das angústias do poeta que procura, no silêncio, encontrar seus versos

Um beijo

Marielle Sant'Ana disse...

O silêncio é para mim um voo que não sei fazer diante da sua sensibilidade, Celso. Compreendo que quanto mais eu leio você, mais fico perplexa com seu ser enigmático e magmático como poucas rochas poderiam ser...

Márcio Ahimsa disse...

as rochas são asas,
voos são pássaros
que pousam na casa
da nossa mania de sonhar.


Abraço Celso.

Celso Mendes disse...

Lídia, Marielle e Márcio: muito feliz com a visita... abraços!

Domingos Barroso disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Assis Freitas disse...

o silencio a tudo abarca,


a
braço

Domingos Barroso disse...

Camarada Celso, basta-nos então o silêncio
das rochas: o canto dos pássaros
e respingos das nuvens
...

Belo poema.

Forte abraço.

Jorge Pimenta disse...

celso,
a tua poesia abre fendas em céus crepitantes daquele azul que não sabe parar de voar.
um abraço!